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	<title>MISSING PUNCHLINE</title>
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	<description>a vida é uma piada, só o final que eu não entendi</description>
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		<title>Isso vai ser horrível</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Jan 2012 13:45:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo</dc:creator>
				<category><![CDATA[qualquer coisa]]></category>
		<category><![CDATA[como forrar o lixo do banheiro com jornal]]></category>
		<category><![CDATA[ecologia]]></category>
		<category><![CDATA[gif animado]]></category>
		<category><![CDATA[sacola plástica]]></category>

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		<description><![CDATA[Jornais impressos, comemorem: todo mundo vai ter que assiná-los agora, pra forrar o lixo do banheiro. Se vocês tivessem um mínimo de visão, teriam apoiado essa campanha há muito mais tempo (isso, e a adoção de cachorros). Ontem fui no supermercado aqui perto de casa e fui lembrado pela ausência de sacolas plásticas que, daqui &#8230; <a class="read-excerpt" href="http://missingpunchline.com.br/2012/01/27/isso-vai-ser-horrivel/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#187;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<fb:like href='http://missingpunchline.com.br/2012/01/27/isso-vai-ser-horrivel/' send='false' layout='standard' show_faces='true' width='450' height='65' action='like' colorscheme='light' font='lucida+grande'></fb:like><div id="attachment_1033" class="wp-caption aligncenter" style="width: 365px"><a href="http://missingpunchline.com.br/wp-content/uploads/2012/01/cat-plastic-bag_13210888174.gif"><img class="size-full wp-image-1033" title="cat-plastic-bag_13210888174" src="http://missingpunchline.com.br/wp-content/uploads/2012/01/cat-plastic-bag_13210888174.gif" alt="" width="355" height="266" /></a><p class="wp-caption-text">Se fosse retornável isso seria evitado</p></div>
<p><span id="more-1032"></span>Jornais impressos, comemorem: todo mundo vai ter que assiná-los agora, pra forrar o lixo do banheiro. Se vocês tivessem um mínimo de visão, teriam apoiado essa campanha há muito mais tempo (isso, e a adoção de cachorros).</p>
<p>Ontem fui no supermercado aqui perto de casa e fui lembrado pela ausência de sacolas plásticas que, daqui por diante em São Paulo, é cada um si no quesito carregar mercadoria.</p>
<p>(Além disso, eu vi o Bira, do Jô Soares. Ele faz compras lá. E não, não tirei uma foto. Dá pra vocês acreditarem em alguma coisa sem foto? Usem a imaginação, saco.)</p>
<p>Meu pensamento sobre isso sempre foi: &#8220;Onde os ecologistas colocam o lixo do banheiro?&#8221; Porque eu, desde que me entendo por gente que cuida de seus detritos, uso sacolinhas de supermercado pra isso. E admito que tenho um certo desgosto quando vou no banheiro de alguém e tenho que jogar o papel higiênico direto no cestinho. Convenhamos galera, chega uma hora que <em>não dá pra dobrar mais</em>. Vai sujar, não tem jeito. E a água que se gasta limpando isso?</p>
<p><div id="attachment_1045" class="wp-caption aligncenter" style="width: 234px"><a href="http://missingpunchline.com.br/wp-content/uploads/2012/01/IMG_01461.jpg"><img class="size-medium wp-image-1045" title="IMG_0146[1]" src="http://missingpunchline.com.br/wp-content/uploads/2012/01/IMG_01461-e1327673207311-224x300.jpg" alt="" width="224" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Novo rosto do humor politicamente incorreto</p></div>Enfim, perguntei pro google, ele aparentemente me disse: com cestinhos de dobradura de jornal. Fica horrível, a tampa do cesto não vai fechar direito, por consequência o cheiro vai espalhar no banheiro todo, mas taí a receita, copiada de um <a href="http://www.deverdecasa.com/2009/12/saquinho-de-jornal.html" target="_blank">blog de 2009 cujo título é um trocadilho ridículo</a>. Supersimples, com uns 20 passos (talvez a tecnologia de dobradura tenha avançado desde então, avisem):</p>
<div align="center"><a href="http://2.bp.blogspot.com/_opkoEQ37XP4/SxxjRsQReJI/AAAAAAAAAMM/jWrubMDW8qc/s1600-h/saco+jornal+1.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5412310007780833426" src="http://2.bp.blogspot.com/_opkoEQ37XP4/SxxjRsQReJI/AAAAAAAAAMM/jWrubMDW8qc/s200/saco+jornal+1.jpg" alt="" border="0" /><br />
</a>Primeiro você dobra um dos lados até formar um quadrado.<a href="http://4.bp.blogspot.com/_opkoEQ37XP4/SxxjNXeQiNI/AAAAAAAAAME/6OWbz1y2AkY/s1600-h/saco+jornal+2.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5412309933482870994" src="http://4.bp.blogspot.com/_opkoEQ37XP4/SxxjNXeQiNI/AAAAAAAAAME/6OWbz1y2AkY/s200/saco+jornal+2.jpg" alt="" border="0" /><br />
</a>Aí dobra a ponta inferior direita sobre a ponta superior esquerda, formando um triângulo, e mantendo a base para baixo.<img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5412309866115448098" src="http://3.bp.blogspot.com/_opkoEQ37XP4/SxxjJcgnPSI/AAAAAAAAAL8/wj5wbkMgd5o/s200/saco+jornal+3.jpg" alt="" border="0" /><br />
Dobre a ponta inferior direita do triângulo até a lateral esquerda.</p>
<p><a href="http://1.bp.blogspot.com/_opkoEQ37XP4/SxxjFyq3BJI/AAAAAAAAAL0/xLdIxQris5Q/s1600-h/saco+jornal+4.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5412309803344528530" src="http://1.bp.blogspot.com/_opkoEQ37XP4/SxxjFyq3BJI/AAAAAAAAAL0/xLdIxQris5Q/s200/saco+jornal+4.jpg" alt="" border="0" /><br />
</a>Vire a dobradura &#8220;de barriga para baixo&#8221;, escondendo a aba que você acabou de dobrar. Novamente dobre a ponta da direita até a lateral esquerda, e você terá a seguinte figura:</p>
<p><a href="http://1.bp.blogspot.com/_opkoEQ37XP4/SxxjCTy5eVI/AAAAAAAAALs/HnSGvFU9ycQ/s1600-h/saco+jornal+5.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5412309743517137234" src="http://1.bp.blogspot.com/_opkoEQ37XP4/SxxjCTy5eVI/AAAAAAAAALs/HnSGvFU9ycQ/s200/saco+jornal+5.jpg" alt="" border="0" /><br />
</a>Para fazer a boca do saquinho, pegue uma parte da ponta de cima do jornal e enfie para dentro da aba que você dobrou por último, fazendo-a desaparecer lá dentro.</p>
<p><a href="http://4.bp.blogspot.com/_opkoEQ37XP4/Sxxi-sy3KuI/AAAAAAAAALk/-swFV7vB_k4/s1600-h/saco+jornal+6.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5412309681508395746" src="http://4.bp.blogspot.com/_opkoEQ37XP4/Sxxi-sy3KuI/AAAAAAAAALk/-swFV7vB_k4/s200/saco+jornal+6.jpg" alt="" border="0" /><br />
</a>Sobrará a ponta de cima que deve ser enfiada dentro da aba do outro lado, então vire a dobradura para o outro lado e repita a operação.</p>
<p><a href="http://3.bp.blogspot.com/_opkoEQ37XP4/Sxxi5OtMjKI/AAAAAAAAALc/0p5-3VJdXHw/s1600-h/saco+jornal+7.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5412309587532221602" src="http://3.bp.blogspot.com/_opkoEQ37XP4/Sxxi5OtMjKI/AAAAAAAAALc/0p5-3VJdXHw/s200/saco+jornal+7.jpg" alt="" border="0" /><br />
</a>Se tudo deu certo, essa é a cara final da dobradura:</p>
<p><a href="http://4.bp.blogspot.com/_opkoEQ37XP4/Sxxiy5jGwQI/AAAAAAAAALU/cmELFCtCB50/s1600-h/saco+jornal+8.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5412309478773539074" src="http://4.bp.blogspot.com/_opkoEQ37XP4/Sxxiy5jGwQI/AAAAAAAAALU/cmELFCtCB50/s200/saco+jornal+8.jpg" alt="" border="0" /><br />
</a>Abrindo a parte de cima, eis o saquinho!</p>
<p><a href="http://2.bp.blogspot.com/_opkoEQ37XP4/SxxiuRc6KwI/AAAAAAAAALM/cN8G9z7d-7k/s1600-h/saco+jornal+9.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5412309399290653442" src="http://2.bp.blogspot.com/_opkoEQ37XP4/SxxiuRc6KwI/AAAAAAAAALM/cN8G9z7d-7k/s200/saco+jornal+9.jpg" alt="" border="0" /><br />
</a>É só encaixar dentro do seu cestinho e parar pra sempre de jogar mais plástico no lixo!</p>
<p><a href="http://3.bp.blogspot.com/_opkoEQ37XP4/SxxiqFvgrJI/AAAAAAAAALE/8dX53ZClbUM/s1600-h/saco+jornal+10.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5412309327427972242" src="http://3.bp.blogspot.com/_opkoEQ37XP4/SxxiqFvgrJI/AAAAAAAAALE/8dX53ZClbUM/s200/saco+jornal+10.jpg" alt="" border="0" /><br />
</a>Que tal?</p>
<p><a href="http://2.bp.blogspot.com/_opkoEQ37XP4/SxximC33sTI/AAAAAAAAAK8/h0GdzWp4APY/s1600-h/saco+jornal+11.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5412309257938252082" src="http://2.bp.blogspot.com/_opkoEQ37XP4/SxximC33sTI/AAAAAAAAAK8/h0GdzWp4APY/s200/saco+jornal+11.jpg" alt="" border="0" /></a></p>
</div>
<p>&#8220;QUE TAL?&#8221; Honestamente eu achei uma droga, pelas razões já expostas acima. Mas vou tentar, fazer o quê. Como se os ex-colegas de profissão já não se esforçassem o suficiente pra encher o jornal de merda.</p>
<p>BLAM! (Risos. Rsrsrsrs)</p>
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		<title>Como se faz uma boa piada sobre abuso sexual?</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Jan 2012 13:53:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo</dc:creator>
				<category><![CDATA[crítica]]></category>
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		<description><![CDATA[Entre as dezenas de assuntos que eu gostaria de ter comentado aqui quando ainda eram relevantes (como a PM na USP e&#8230; hã, mais alguns), estava o imbróglio do Rafinha Bastos e a geralmente infeliz discussão sobre &#8220;os limites do humor&#8221;. Demorei, o assunto passou, deixei pra lá &#8211; mas o ESTRUPO DO BBB #DANIELEXPULSO me &#8230; <a class="read-excerpt" href="http://missingpunchline.com.br/2012/01/19/como-se-faz-uma-boa-piada-sobre-abuso-sexual/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#187;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<fb:like href='http://missingpunchline.com.br/2012/01/19/como-se-faz-uma-boa-piada-sobre-abuso-sexual/' send='false' layout='standard' show_faces='true' width='450' height='65' action='like' colorscheme='light' font='lucida+grande'></fb:like><div id="attachment_794" class="wp-caption aligncenter" style="width: 486px"><a href="http://missingpunchline.com.br/wp-content/uploads/2011/10/98ea542a736d89fa9d0840e361f4.gif"><img class="size-full wp-image-794" title="98ea542a736d89fa9d0840e361f4" src="http://missingpunchline.com.br/wp-content/uploads/2011/10/98ea542a736d89fa9d0840e361f4.gif" alt="" width="476" height="202" /></a><p class="wp-caption-text">hey thar! asl? lol</p></div>
<p><span id="more-786"></span>Entre as dezenas de assuntos que eu gostaria de ter comentado aqui quando ainda eram relevantes (como a PM na USP e&#8230; hã, mais alguns), estava o imbróglio do Rafinha Bastos e a geralmente infeliz discussão sobre &#8220;os limites do humor&#8221;. Demorei, o assunto passou, deixei pra lá &#8211; mas o <a href="http://f5.folha.uol.com.br/televisao/1035851-pedro-bial-faz-mea-culpa-de-episodio-de-suposto-estupro-no-bbb12.shtml" target="_blank">ESTRUPO DO BBB #DANIELEXPULSO</a> me deu uma nova oportunidade.</p>
<p>O próprio Rafinha, que não havia de me deixar na mão numa hora dessas, agarrou desesperadamente a oportunidade pra aparecer e <a href="https://twitter.com/#!/rafinhabastos/status/159030230579818497" target="_blank">disse</a>: <strong>&#8220;6 meses depois: Piadas de estupro estão na boca do povo. Tem algo errado aí, hein?! Cheguei cedo, é isso?!&#8221;</strong></p>
<p>A <a href="http://f5.folha.uol.com.br/televisao/1035249-rafinha-bastos-faz-piada-sobre-suposto-estupro-no-bbb.shtml" target="_blank">Folha</a> interpretou o tuíte como uma referência à piada da <a href="http://www.youtube.com/watch?v=_iRScEQU9p0" target="_blank">Wanessa Camargo</a>, mas a meu ver ele se referia ao seu infame texto sobre <a href="http://www.rollingstone.com.br/edicao/56/a-graca-de-um-herege" target="_blank">estupro a mulheres feias</a> e à <a href="http://bolaearte.wordpress.com/2011/05/26/bela-pixacao-em-frente-a-casa-noturna-de-rafinha-bastos/" target="_blank">repercussão negativa</a> do caso. Porque no CQC, se não me engano, ele não disse &#8220;vou estuprar ela e o bebê&#8221;, e sim &#8220;comeria ela e o bebê&#8221;, até numa condicional, supondo que Wanessa teria que concordar primeiro.</p>
<p>Enfim, o assunto obviamente é sério e virou quase consenso que não dá pra fazer piada com isso, ainda mais após as tentativas do supracitado aí (<a href="http://estuprotemgraca.tumblr.com/" target="_blank">esse Tumblr</a> dá uma ideia). Mas como sou um dos que se opõem a qualquer limite para o humor, sinto-me tentado a mostrar que é sim possível, desde que com mais coragem e menos ego envolvido.</p>
<div id="attachment_1021" class="wp-caption aligncenter" style="width: 394px"><a href="http://missingpunchline.com.br/wp-content/uploads/2012/01/rafinha.jpg"><img class=" wp-image-1021  " title="rafinha" src="http://missingpunchline.com.br/wp-content/uploads/2012/01/rafinha.jpg" alt="" width="384" height="287" /></a><p class="wp-caption-text">Sempre um polêmico</p></div>
<p>Pra começar: apesar do esforço dele em provar o contrário, não acho o Rafinha um babaca completo. Goste ou não, pra alguém conseguir esse tanto de repercussão tantas vezes (porque uma vez, <a href="http://www.youtube.com/watch?v=kfVsfOSbJY0" target="_blank">qualquer</a> <a href="http://www.youtube.com/watch?v=1KFq-DwHj3k" target="_blank">um</a> <a href="http://www.youtube.com/watch?v=9zVkMIVPh3I" target="_blank">consegue</a>), alguma inteligência precisa existir ali. Ele tem pelo menos uma referência muito boa: o <a href="https://buy.louisck.net/" target="_blank">Louis CK</a>, a meu ver o melhor stand-up em atividade no mundo.</p>
<p>(Um parênteses pra quem não conhece o Louis CK: ele faz stand-up há uns 25 anos, já teve vários especiais na HBO, dirigiu o Chris Rock em <em><a href="http://www.imdb.com/title/tt0258038/" target="_blank">Pootie Tang</a></em>, fez uma sitcom meio ruim chamada <em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=fOHs_5HQLaA" target="_blank">Lucky Louie</a></em> pra HBO e depois acertou a mão em <em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=Zj_4vl_H-SI" target="_blank">Louie</a></em>, que passa no FX americano, e vale absurdamente baixar. Recentemente ele decidiu gravar por conta própria seu stand-up e vender por cinco dólares <a href="https://buy.louisck.net/" target="_blank">pela internet</a>, sem intermediários nem anúncios nem restrições nem nada, e adivinhe só: em menos de um mês já tinha ganhado <a href="https://buy.louisck.net/news" target="_blank">um milhão de dólares</a>, dos quais ele pegou US$ 220 mil pra ele e o resto dividiu entre a equipe e instituições de caridade. O cara é <em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=8r1CZTLk-Gk" target="_blank">foda</a></em>.)</p>
<div id="attachment_1023" class="wp-caption aligncenter" style="width: 478px"><a href="http://missingpunchline.com.br/wp-content/uploads/2012/01/Louis-CK.jpg"><img class="size-full wp-image-1023" title="Louis-CK" src="http://missingpunchline.com.br/wp-content/uploads/2012/01/Louis-CK.jpg" alt="" width="468" height="319" /></a><p class="wp-caption-text">Esse é o Louis CK</p></div>
<p>Não estou, com isso, dizendo que o Rafinha se compare ao Louis CK (ah mas não se compara, <em>mesmo</em>). É até injusto, dado o tempo que ambos têm de carreira. Mas ele cita o Louis <a href="http://www.nytimes.com/2011/08/07/arts/television/rafinha-bastos-brazilian-comedian.html" target="_blank">nominalmente</a> como influência, e acabou de lançar um vídeo inspirado (convenhamos, copiado mesmo, apesar de citar a fonte no final) em <strong>&#8220;Louis CK Learns About The Catholic Church&#8221;</strong>, uma das coisas mais engraçadas que eu já vi no YouTube. Acho didático postar os dois aqui, pra efeito de comparação:</p>
<p>Original (com legendas! Hmm&#8230;)<br />
<iframe src="http://www.youtube.com/embed/aYGw7L5l2mU?rel=0" frameborder="0" width="560" height="315"></iframe></p>
<p>Versão Rafinha<br />
<iframe src="http://www.youtube.com/embed/X6sAzVt6od4" frameborder="0" width="560" height="315"></iframe></p>
<p>Não precisa nem assistir até o final pra sacar: o Louis CK se coloca como personagem, mas as piadas são todas sobre a igreja católica (a única sobre ele é sua admissão de ter sido <strong>abusado sexualmente</strong> &#8211; olha lá &#8211; quando criança). Em sua versão, o brasileiro fala sobre sites de fofoca (puta assunto controverso, hein) e coloca ele mesmo, <em>umas dez vezes</em>, como a celebridade que os sites &#8220;gostam de falar mal&#8221;. O tema em si é bem fraco, pois sites de fofoca não são exatamente instituições com credibilidade a zelar, então acho seguro supor que a motivação real do vídeo foi dizer <em>&#8220;ei galera, Rafinha Bastos ainda é uma celebridade, hein!&#8221;</em></p>
<p>Tô fazendo essa comparação porque eu posso apostar dinheiro que as tentativas do Rafinha em fazer piada com estupro foram inspiradas nesse trecho aqui, do especial &#8220;Chewed Up&#8221;, de 2008:</p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/wu9q4sM1vmc" frameborder="0" width="560" height="315"></iframe></p>
<p>Tão vendo? É uma piada sobre estupro, principalmente o final, e é muito engraçada. O Louis CK obviamente sabe que o assunto é delicado, e aí mora o talento do cara: construir um texto e uma interpretação (isso é muito importante também) que apresentem uma ideia terrível de forma inesperada, surpreendente, enfim, engraçada.</p>
<blockquote><p>&#8220;Eu não apoio o estupro, obviamente, você nunca deveria estuprar ninguém&#8230; A não ser que tenha uma razão, como por exemplo você quer foder alguém e eles não deixam. Aí que outra opção você tem?&#8221;</p></blockquote>
<p>Nessa piada, a meu ver, a graça vem do Louie <em>se colocar</em> (e por consequência, a plateia) como um possível estuprador, isso depois de uma suposição absurda que ele usaria uma máquina do tempo e estupraria Hitler quando criança. Ele está brincando com os nossos limites, com o absurdo da ideia, e sua interpretação no final, como se o estupro fosse uma conclusão lógica, está afirmando exatamente o contrário. Mais importante disso tudo: ele está <strong>se colocando</strong> na piada.</p>
<p>Vamos comparar a construção do Louie com a do Rafinha:</p>
<blockquote><p>&#8220;Toda mulher que eu vejo na rua reclamando que foi estuprada é feia pra caralho. Tá reclamando do quê? Deveria dar graças a Deus. Isso pra você não foi um crime, e sim uma oportunidade. Homem que fez isso não merece cadeia, merece um abraço.&#8221;</p></blockquote>
<p><em></em>A diferença é bem clara: o Rafinha está longe da vítima, a &#8220;mulher que ele vê na rua&#8221; (eufemismo pra pobre, porque pra ser estuprada na rua é porque anda a pé), e está rindo dela porque ela é&#8230; feia. Porra, dá até vergonha de analisar, é muito ruim esse texto, hahaha. É como o playboy que xinga prostitutas de dentro do carro, enquanto passa correndo; qual é o risco aí? Nenhum, ele está do lado de fora da piada. Ainda poderia existir alguma esperança que ele também estava explorando o absurdo da ideia, mas ele fecha com uma chave de merda concluindo que o homem que fez isso não merece punição, e sim um abraço.</p>
<p>Pra ser justo, nunca vi a interpretação dessa piada, talvez ele tenha a capacidade dizer tudo isso com muita ironia (pelo que já vi dele na internet, acho meio impossível), mas mesmo que conseguisse&#8230; o texto é ruim demais, sem nenhuma ambiguidade, um troço de moleque mesmo. E se torna pior pelo tema ser tão delicado. Minha interpretação portanto, é que ele pensou &#8220;se o Louie pode, eu também posso&#8221;. Mas&#8230;</p>
<div id="attachment_1026" class="wp-caption aligncenter" style="width: 247px"><a href="http://missingpunchline.com.br/wp-content/uploads/2012/01/how-to-pee-with-an-erection-challenge-accepted.jpg"><img class=" wp-image-1026 " title="how-to-pee-with-an-erection-challenge-accepted" src="http://missingpunchline.com.br/wp-content/uploads/2012/01/how-to-pee-with-an-erection-challenge-accepted-158x300.jpg" alt="" width="237" height="450" /></a><p class="wp-caption-text">Não basta querer</p></div>
<p>Não estou dizendo também que tudo que o Rafinha faz seja uma merda. Os vídeos dele sobre <a href="http://www.youtube.com/watch?v=OSBdP6GM-oE" target="_blank">bullying</a> e <a href="http://www.youtube.com/watch?v=Cyu5x_cSzH4" target="_blank">Belo Monte</a> são legais, até, e todo mundo manda mal eventualmente. Mas estou dizendo que se um humorista se mete a falar sobre assuntos delicados (e eles sabem quando estão fazendo isso, como esse <a href="http://www.youtube.com/watch?v=sqA577_IoBk" target="_blank">trecho foda</a> do <em>Life Is Too Short</em> do Ricky Gervais mostra), ele não pode ir pelo caminho mais fácil, como o Rafinha fez. Ele tem que assumir o risco, se expor mesmo, sob pena de simplesmente ser um babaca rindo da desgraça alheia. E o Rafinha foi se mirar logo no cara que mais se expõe no palco, num nível que nenhum humorista aqui no Brasil jamais fez (ele inclusive terminou o próprio casamento por causa disso). Ou você acha que alguém dessa galera &#8220;sabe uma coisa que eu não entendo&#8221; teria a manha de fazer um texto desses?</p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/Fmban3Fio14?rel=0" frameborder="0" width="420" height="315"></iframe></p>
<p>O que estou querendo dizer aqui não é que se DEVA fazer piada sobre estupro, mas só mostrar que é possível. Se a gente for concordar com o Louis CK (e eu geralmente concordo), ele diz no especial <a href="http://www.youtube.com/watch?v=Y3Ar57R8OvQ" target="_blank">&#8220;Talking Funny&#8221;</a> que é importante fazer humor sobre todas as coisas, porque o humor também tem a função de nos levar a lugares sinistros e nos fazer rir um pouco sobre eles, uma forma saudável de encontrarmos coragem pra enfrentá-los. Eu acho o estupro o pior crime possível, um que me faz até considerar a pena de morte (porque porra, alguém capaz de fazer isso não tem condições de viver em sociedade), mas a vida continua para todos, inclusive para as vítimas. Não falar sobre isso é como não falar sobre câncer, tenho minhas dúvidas se ajuda alguém de verdade (aliás, falar de câncer é a <a href="http://www.imdb.com/title/tt1306980/" target="_blank">nova</a> <a href="http://www.imdb.com/title/tt1515193/" target="_blank">tendência</a> no humor americano).</p>
<div id="attachment_1017" class="wp-caption aligncenter" style="width: 360px"><a href="http://missingpunchline.com.br/wp-content/uploads/2012/01/ebwhite.jpg"><img class="size-full wp-image-1017" title="ebwhite" src="http://missingpunchline.com.br/wp-content/uploads/2012/01/ebwhite.jpg" alt="" width="350" height="245" /></a><p class="wp-caption-text">Saco, lá vem você com essa história</p></div>
<p>Enfim, só queria avançar um pouco nessa discussão dos &#8220;limites do humor&#8221;, que costuma me lembrar quando você junta seus amigos amadores pra jogar pólo aquático &#8211; em teoria parece dinâmico e emocionante, mas é só uma gritaria em que ninguém sai do lugar, todos cansam rápido e geralmente termina com tapa na cara. <span style="text-align: left;">O que me fez lembrar da máxima do </span><a style="text-align: left;" href="http://www.bookbrowse.com/quotes/detail/index.cfm?quote_number=228" target="_blank">Ewlyn Brooks White</a><span style="text-align: left;">, autor de <em><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Stuart_Little" target="_blank">Stuart Little</a></em> e fodão na escrita em geral: </span><strong style="text-align: left;">&#8220;Analisar humor é como dissecar um sapo, pouca gente está interessada e o sapo morre no processo&#8221;</strong><span style="text-align: left;">. Concordo deveras, mesmo sendo um desses poucos interessados. Mas como não gosto de sapos mesmo&#8230;</span></p>
<p>_</p>
<p>P.S.: Só pra não dizer que eu não falei do assunto, tá todo mundo citando direito penal aí pra acusar o cara do Big Brother disso e daquilo&#8230; Mas não tem uma parte lá que você tem que presumir inocência das pessoas até <em>prova</em> em contrário? Alguém tem alguma <em>prova</em> contra ele?</p>
<p>P.P.S.: Eu também me inspirei no vídeo do Louis CK, entre outras coisas, para fazer o novo programa do Bento na MTV, o <a href="verao.mtv.uol.com.br/programas/bentoresponde/" target="_blank">Bento Responde</a> (antes da versão do Rafinha aparecer, diga-se). Vejam lá pra me dizer se eu estou cometendo os mesmos erros, obrigado!</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Só uma foto aí</title>
		<link>http://missingpunchline.com.br/2012/01/05/so-uma-foto-ai/</link>
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		<pubDate>Thu, 05 Jan 2012 13:29:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo</dc:creator>
				<category><![CDATA[+ que mil palavras]]></category>
		<category><![CDATA[qualquer coisa]]></category>

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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<fb:like href='http://missingpunchline.com.br/2012/01/05/so-uma-foto-ai/' send='false' layout='standard' show_faces='true' width='450' height='65' action='like' colorscheme='light' font='lucida+grande'></fb:like><div id="attachment_1013" class="wp-caption aligncenter" style="width: 556px"><a href="http://missingpunchline.com.br/wp-content/uploads/2012/01/gusthais.jpg"><img class=" wp-image-1013 " title="gusthais" src="http://missingpunchline.com.br/wp-content/uploads/2012/01/gusthais-682x1024.jpg" alt="" width="546" height="819" /></a><p class="wp-caption-text">Que eu achei na internet</p></div>
]]></content:encoded>
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		<title>Ai, Se Eu Te Prego</title>
		<link>http://missingpunchline.com.br/2012/01/03/ai-se-eu-te-prego/</link>
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		<pubDate>Tue, 03 Jan 2012 15:12:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo</dc:creator>
				<category><![CDATA[qualquer coisa]]></category>

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		<description><![CDATA[(Michel Teló / Bento XVI) Nossa, Nossa Senhora, a mais beata Ai se eu te prego, ai ai se eu te prego Na missa, na missa Você é a mais beata Ai se eu te prego, ai ai se eu te prego Sábado, na Sagrada A igreja começou a lotar E a estátua chorava, tão &#8230; <a class="read-excerpt" href="http://missingpunchline.com.br/2012/01/03/ai-se-eu-te-prego/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#187;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<fb:like href='http://missingpunchline.com.br/2012/01/03/ai-se-eu-te-prego/' send='false' layout='standard' show_faces='true' width='450' height='65' action='like' colorscheme='light' font='lucida+grande'></fb:like><div id="attachment_1009" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><a href="http://missingpunchline.com.br/wp-content/uploads/2012/01/michel16.gif"><img class="size-full wp-image-1009" title="michel16" src="http://missingpunchline.com.br/wp-content/uploads/2012/01/michel16.gif" alt="" width="450" height="338" /></a><p class="wp-caption-text">Sacranejo universitário</p></div>
<p><span id="more-1006"></span>(Michel Teló / Bento XVI)</p>
<p><em>Nossa, Nossa</em><br />
<em>Senhora, a mais beata</em><br />
<em>Ai se eu te prego, ai ai se eu te prego</em><br />
<em>Na missa, na missa</em><br />
<em>Você é a mais beata</em><br />
<em>Ai se eu te prego, ai ai se eu te prego</em></p>
<p><em>Sábado, na Sagrada</em><br />
<em>A igreja começou a lotar</em><br />
<em>E a estátua chorava, tão linda</em><br />
<em>Tomei coragem e comecei a rezar&#8230;</em></p>
<p><em>Nossa, Nossa</em><br />
<em>Senhora, a mais beata</em><br />
<em>Ai se eu te prego, ai ai se eu te prego</em><br />
<em>Na missa, na missa</em><br />
<em>Eu vi você, beata</em><br />
<em>Ai se eu te prego, ai ai se eu te prego</em></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Foi engano</title>
		<link>http://missingpunchline.com.br/2011/10/25/foi-engano-3/</link>
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		<pubDate>Tue, 25 Oct 2011 14:10:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo</dc:creator>
				<category><![CDATA[foi engano]]></category>
		<category><![CDATA[amor bandido]]></category>
		<category><![CDATA[engano]]></category>
		<category><![CDATA[gif animado]]></category>

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		<description><![CDATA[Mais um da leva de emails que recebo por engano todo dia, meio antigo, mas maneiro. Primeiro chegou esse: from Adriana xxxxx da Silva Adriana.xxxx@antaq.gov.br to &#8220;gmartins@xxxx.com&#8221; date Wed, Jun 1, 2011 at 3:59 PM subject RES: leia Gustavo, Quando vai me ligar????????? quero te ver. Adriana 9614-xxxx. Como é de praxe, não respondi. Mas achei curioso que &#8230; <a class="read-excerpt" href="http://missingpunchline.com.br/2011/10/25/foi-engano-3/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#187;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<fb:like href='http://missingpunchline.com.br/2011/10/25/foi-engano-3/' send='false' layout='standard' show_faces='true' width='450' height='65' action='like' colorscheme='light' font='lucida+grande'></fb:like><div id="attachment_991" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><a href="http://missingpunchline.com.br/wp-content/uploads/2011/10/5s6rR.gif"><img class="size-full wp-image-991 " title="5s6rR" src="http://missingpunchline.com.br/wp-content/uploads/2011/10/5s6rR.gif" alt="" width="450" height="242" /></a><p class="wp-caption-text">O QUE ACONTECEU TENENTE ????????</p></div>
<p><span id="more-985"></span>Mais um da leva de emails que recebo por engano todo dia, meio antigo, mas maneiro. Primeiro chegou esse:</p>
<blockquote>
<table cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td>
<table cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td><strong>from</strong></td>
<td colspan="2"><strong>Adriana xxxxx da Silva Adriana.xxxx@antaq.gov.br</strong></td>
</tr>
<tr>
<td colspan="2"><strong>to</strong></td>
<td colspan="2"><strong>&#8220;gmartins@xxxx.com&#8221;</strong></td>
</tr>
<tr>
<td colspan="2"><strong>date</strong></td>
<td colspan="2"><strong>Wed, Jun 1, 2011 at 3:59 PM</strong></td>
</tr>
<tr>
<td colspan="2"><strong>subject</strong></td>
<td colspan="2"><strong>RES: leia</strong></td>
</tr>
<tr>
<td colspan="2"></td>
</tr>
</tbody>
</table>
</td>
<td></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Gustavo,</p>
<p>Quando vai me ligar????????? quero te ver.</p>
<p>Adriana 9614-xxxx.</p></blockquote>
<p>Como é de praxe, não respondi. Mas achei curioso que veio da <a href="http://www.antaq.gov.br/" target="_blank">Agência Nacional de Transportes Aquáticos</a>. Cinco dias depois&#8230;</p>
<blockquote>
<table cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td>
<table cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td><strong>from</strong></td>
<td colspan="2"><strong>Adriana xxxxx da Silva Adriana.xxxx@antaq.gov.br</strong></td>
</tr>
<tr>
<td colspan="2"><strong>to</strong></td>
<td colspan="2"><strong>&#8220;gmartins@gmail.com&#8221; &lt;&#8217;gmartins@xxxx.com&#8217;&gt;</strong></td>
</tr>
<tr>
<td colspan="2"><strong>date</strong></td>
<td colspan="2"><strong>Mon, Jun 6, 2011 at 10:16 AM</strong></td>
</tr>
<tr>
<td colspan="2"><strong>subject</strong></td>
<td colspan="2"><strong>RES: leia</strong></td>
</tr>
<tr>
<td colspan="2"></td>
<td colspan="2"></td>
</tr>
</tbody>
</table>
</td>
<td></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O QUE ACONTECEU TENENTE ???????? PARA ME DESPREZASSE DESSA FORMA.</p>
<p>Adriana xxxxx da Silva<br />
Assessora Juridica da ANTAQ.<br />
Advogada.</p></blockquote>
<p>Já dá pra imaginar a cena: funcionária de órgão governamental tem tórrida noite de amor com tenente da Marinha (existe tenente da Marinha? Sei lá), mas ele não retorna suas ligações, sequer seus emails apaixonados. Esse segundo veio assinado e tudo, talvez pra lembrar o risco que corria o tenente – não se brinca com os sentimentos de um advogado, ainda mais se ele coloca ponto final depois do cargo. Tocado pela verossímil situação periclitante, retornei.</p>
<blockquote>
<table cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td>
<table cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td><strong>from</strong></td>
<td colspan="2"><strong>Gustavo Martins gmartins@xxxx.com</strong></td>
</tr>
<tr>
<td colspan="2"><strong>to</strong></td>
<td colspan="2"><strong>Adriana xxxxx da Silva &lt;Adriana.xxxx@antaq.gov.br&gt;</strong></td>
</tr>
<tr>
<td colspan="2"><strong>date</strong></td>
<td colspan="2"><strong>Mon, Jun 6, 2011 at 10:28 AM</strong></td>
</tr>
<tr>
<td colspan="2"><strong>subject</strong></td>
<td colspan="2"><strong>Re: leia</strong></td>
</tr>
<tr>
<td colspan="2"></td>
<td colspan="2"></td>
</tr>
</tbody>
</table>
</td>
<td></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Olha, não quero ser indiscreto, mas eu não te conheço e acho que esse não é o email da pessoa que você está procurando. Favor checar, hein</p></blockquote>
<p>A resposta veio ligeira, ainda em Caps Locks embotados de emoção:</p>
<blockquote>
<table cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td>
<table cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td><strong>from</strong></td>
<td colspan="2"><strong>Adriana xxxxx da Silva Adriana.xxxx@antaq.gov.br</strong></td>
</tr>
<tr>
<td colspan="2"><strong>to</strong></td>
<td colspan="2"><strong>Gustavo Martins &lt;gmartins@xxxx.com&gt;</strong></td>
</tr>
<tr>
<td colspan="2"><strong>date</strong></td>
<td colspan="2"><strong>Mon, Jun 6, 2011 at 11:17 AM</strong></td>
</tr>
<tr>
<td colspan="2"><strong>subject</strong></td>
<td colspan="2"><strong>RES: leia</strong></td>
</tr>
<tr>
<td colspan="2"></td>
<td colspan="2"></td>
</tr>
</tbody>
</table>
</td>
<td></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>VERDADE ESSE NÃO É O E-MAIL DESCULPA.</p></blockquote>
<p>Pronto. Desfeita a confusão, achei que tinha feito minha parte para reengrenar esse romance entre a advogada Adriana e o tenente Gustavo. Mas triste foi minha surpresa, nove dias e novo engano depois.</p>
<blockquote>
<table cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td>
<table cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td><strong>from</strong></td>
<td colspan="2"><strong>Adriana xxxxx da Silva Adriana.xxxx@antaq.gov.br</strong></td>
</tr>
<tr>
<td colspan="2"><strong>to</strong></td>
<td colspan="2"><strong>Gustavo Martins &lt;gmartins@xxxx.com&gt;</strong></td>
</tr>
<tr>
<td colspan="2"><strong>date</strong></td>
<td colspan="2"><strong>Fri, Jul 15, 2011 at 4:29 PM</strong></td>
</tr>
<tr>
<td colspan="2"><strong>subject</strong></td>
<td colspan="2"><strong>LEIA</strong></td>
</tr>
<tr>
<td colspan="2"></td>
<td colspan="2"></td>
</tr>
</tbody>
</table>
</td>
<td></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>GUSTAVO,</p>
<p>DESLIGOU O PARELHO PARA NÃO FALAR COMIGO.</p>
<p>ESTOU COM SAUDADE DE VOCÊ.</p>
<p>ME LIGA ADRIANA 9614-xxxx</p></blockquote>
<p>Depois dessa, não quis mais ajudar. Algo me diz que esse Gustavo não vale nada mesmo.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>10 km de bicicleta: check</title>
		<link>http://missingpunchline.com.br/2011/10/24/10-km-de-bicicleta-check/</link>
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		<pubDate>Mon, 24 Oct 2011 13:55:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo</dc:creator>
				<category><![CDATA[qualquer coisa]]></category>
		<category><![CDATA[bicicleta]]></category>
		<category><![CDATA[gif animado]]></category>
		<category><![CDATA[sala são paulo]]></category>
		<category><![CDATA[seinfeld]]></category>

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		<description><![CDATA[Domingo passado foi o dia de duas estreias pessoais, ambas demonstrando o quanto eu não aproveito nada da cidade em que moro: fui andar pela primeira vez na Ciclovia (a de verdade, não aquela zoada no Rio Pinheiros) e ver um concerto na Sala São Paulo. Não sei se já falei de meu novo ânimo por &#8230; <a class="read-excerpt" href="http://missingpunchline.com.br/2011/10/24/10-km-de-bicicleta-check/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#187;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<fb:like href='http://missingpunchline.com.br/2011/10/24/10-km-de-bicicleta-check/' send='false' layout='standard' show_faces='true' width='450' height='65' action='like' colorscheme='light' font='lucida+grande'></fb:like><div id="attachment_955" class="wp-caption aligncenter" style="width: 260px"><a href="http://missingpunchline.com.br/wp-content/uploads/2011/10/seinfeld.gif"><img class="size-full wp-image-955 " title="seinfeld" src="http://missingpunchline.com.br/wp-content/uploads/2011/10/seinfeld.gif" alt="" width="250" height="304" /></a><p class="wp-caption-text">E sem desmaiar nem nada!</p></div>
<p><span id="more-950"></span>Domingo passado foi o dia de duas estreias pessoais, ambas demonstrando o quanto eu não aproveito nada da cidade em que moro: fui andar pela primeira vez na <a href="http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2011/05/28/ampliada-ciclovia-em-sao-paulo-comeca-a-funcionar-neste-domingo-ate-as-16h.jhtm" target="_blank">Ciclovia</a> (a de verdade, não aquela zoada no <a href="http://www.saopaulo.sp.gov.br/spnoticias/lenoticia.php?id=208079" target="_blank">Rio Pinheiros</a>) e ver um concerto na <a href="http://www.osesp.art.br/portal/paginadinamica.aspx?pagina=salasaopaulo" target="_blank">Sala São Paulo</a>.</p>
<p>Não sei se já falei de meu novo ânimo por bicicletas aqui, mas ele existe, após uns 15 anos sem sequer andar em uma. Eu peguei um trauma (covardia mesmo) de andar na rua depois de tentar acompanhar uns amigos meus em Santo André e, no mesmo dia, ter atropelado um saco de lixo, batido e riscado um carro que estava saindo da garagem e ficar apavorado no meio da rua com um ônibus vindo em minha direção, que teve que frear e me xingar pra eu conseguir sair da frente. Depois dessa, jamais me animei a subir numa bicicleta de novo.</p>
<p>Mas eis que esse ano eu e a patroa, que também não andava faz década, animamos a tentar. Após uma hora dando voltas de bicicleta na Decathlon da Raposo Tavares (vantagens de megastore), acabamos comprando. Calois, evidentemente, pelo valor emocional da coisa.</p>
<div id="attachment_966" class="wp-caption aligncenter" style="width: 584px"><a href="http://missingpunchline.com.br/wp-content/uploads/2011/10/caloi.jpg"><img class="size-large wp-image-966  " title="caloi" src="http://missingpunchline.com.br/wp-content/uploads/2011/10/caloi-1024x661.jpg" alt="" width="574" height="370" /></a><p class="wp-caption-text">Essa é a minha, a dela tem cestinha</p></div>
<p>Daí foi só alegria, visitando os parques da cidade pela manhã (depois disso começa a lembrar o trânsito de carros e perde um pouco a graça). Ainda sou meio patão pra andar na rua, tipo aqueles ursos que andam de bicicleta com um chapéuzinho no circo, mas comecei a fermentar a vontade de ir pro trabalho pedalando. Pra não ficar só no fim de semana, né?</p>
<p>Mas tem alguns entraves. O primeiro era físico: eu não sabia se aguentaria andar os 10km e tanto de distância (ainda mais depois de, hã, <a title="Desmaiado no mercado" href="http://missingpunchline.com.br/2011/10/06/desmaiado-no-mercado/">passar mal</a> indo no mercado aqui do lado). Aí ontem nós fizemos o trajeto Parque das Bicicletas &#8211; Ibirapuera &#8211; Parque do Povo, ida e volta, com umas voltinhas a mais em cada parque, e me ocorreu de jogar no Google Maps quanto isso dava:</p>
<div id="attachment_975" class="wp-caption aligncenter" style="width: 584px"><a href="http://missingpunchline.com.br/wp-content/uploads/2011/10/10km.gif"><img class="size-large wp-image-975  " title="10km" src="http://missingpunchline.com.br/wp-content/uploads/2011/10/10km-1024x389.gif" alt="" width="574" height="218" /></a><p class="wp-caption-text">Mais de 13km! (foi ida e volta, né galera)</p></div>
<p>Então, pelo menos, esse entrave já passou. Levamos pouco mais de uma hora e meia, mas com paradas e tudo. Não é a mesma coisa que <em>the real thing</em>, mas é um começo. Faltam os outros entraves: ir de bicicleta pro trabalho não é nada prático (eu moro do lado do metrô que sai ali do lado e não tem onde deixar a bicicleta lá) e eu não gosto da ideia de morrer atropelado. Mas não custa colocar como objetivo no postit aí do lado, de repente pra fazer um dia só, simbolicamente.</p>
<p>Quanto à Sala São Paulo, bom, o lugar é incrível, todo mundo precisa ir pelo menos uma vez, pra experimentar a sensação mista de orgulho e embaraço de existir um lugar tão bonito e bem cuidado a poucos metros da cracolândia. E o concerto estava até cheio (bem como a ciclovia, o que me deixou feliz também). Nós fomos ver um concerto da Orquestra Sinfônica Brasileira (aquela que tava tendo umas <a href="http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/880745-musicos-acusam-orquestra-sinfonica-brasileira-de-assedio-moral.shtml" target="_blank">tretas internas</a> no começo do ano), que me pareceu muito bom, mas eu não manjo muito de orquestras sinfônicas, então levem isso em consideração.</p>
<p>Abriu com uma peça do Charles Ives composta em 1906 bem curiosa, com as cordas fazendo uma caminha e uns sopros meio dissonantes, seguiu com umas danças folclóricas romenas do Béla Bartók bem divertidas (eu tô lendo esses nomes do programa que eles entregaram, obviamente) e depois tocou duas outras peças maiores que, apesar de muito bonitas, não deixaram nenhuma melodia na minha cabeça. Talvez porque eu tenha pescado em alguns (muito poucos!) momentos, mas poxa, considerem que eu tinha andado 13km de bicicleta mais cedo.</p>
<p>Enfim, a gente tem que aproveitar os 30% de São Paulo que prestam, nem que seja pra reclamar melhor dos outros 70%.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Tá tudo tão corrido</title>
		<link>http://missingpunchline.com.br/2011/10/20/ta-tudo-tao-corrido/</link>
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		<pubDate>Thu, 20 Oct 2011 13:54:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo</dc:creator>
				<category><![CDATA[30s]]></category>
		<category><![CDATA[memória]]></category>
		<category><![CDATA[qualquer coisa]]></category>
		<category><![CDATA[videogames]]></category>
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		<category><![CDATA[videogame]]></category>

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		<description><![CDATA[O VMB acontece hoje (22h na MTV, prestigiem), então essa semana foi de trabalho pesado no roteiro, ali direto no estúdio, acordando todo dia antes das sete da manhã, acreditem se quiserem. Hoje temos a manhã livre pra descansar até as 15h, daí é direto até o fim da premiação, lá pra meia-noite e além. &#8230; <a class="read-excerpt" href="http://missingpunchline.com.br/2011/10/20/ta-tudo-tao-corrido/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#187;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<fb:like href='http://missingpunchline.com.br/2011/10/20/ta-tudo-tao-corrido/' send='false' layout='standard' show_faces='true' width='450' height='65' action='like' colorscheme='light' font='lucida+grande'></fb:like><div id="attachment_943" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://missingpunchline.com.br/wp-content/uploads/2011/10/jackass.gif"><img class="size-full wp-image-943" title="jackass" src="http://missingpunchline.com.br/wp-content/uploads/2011/10/jackass.gif" alt="" width="500" height="276" /></a><p class="wp-caption-text">Nem me fale</p></div>
<p><span id="more-938"></span>O VMB acontece hoje (22h na MTV, prestigiem), então essa semana foi de trabalho pesado no roteiro, ali direto no estúdio, acordando todo dia antes das sete da manhã, acreditem se quiserem. Hoje temos a manhã livre pra descansar até as 15h, daí é direto até o fim da premiação, lá pra meia-noite e além.</p>
<p>Meu plano, como costuma ser nessas raras ocasiões em que não tenho que estar em algum lugar/escrever alguma coisa ou a Thaís está aqui pra gente fazer coisa melhor, era gastar esse tempo jogando videogame (<em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=Lmw78t8NgIE" target="_blank">Bioshock</a></em>, que eu adoro mas não jogo de noite porque <del>dá medo</del> é muito tenso). Eu podia ler ou ver algo que preste também, mas a intenção era descansar o cérebro mesmo.</p>
<p>Antes, pra aplacar a consciência pesada, decidi pôr um post aqui, daqueles em que peço desculpas por não ter tido tempo durante a semana e coloco algum email que recebi por engano (dessa vez do Facebook, pedindo pro Gildo Martins voltar a usar o site). Só que aí topei com uma aspa destacada em uma revista que a Thaís trouxe da rua ontem&#8230;</p>
<blockquote><p>&#8220;It&#8217;s kind of about letting go of that feeling of my 20s, that feeling that I will do absolutely everything, I will have sex with everyone, I will go to every country. In your 30s, it&#8217;s obvious that a finite amount of things will happen.&#8221;</p></blockquote>
<p>Eu nem sabia de quem era a entrevista*, mas a frase me pegou pelas tripas. Não que seja um<em> puta insight brilhante</em>, mas deu aquela sensação de quando alguém materializa exatamente o que você está sentindo. Meu momento na vida: faço 29 em fevereiro, sou um casado feliz (ainda não no papel, mas já na prática), a banda que tive por quase 10 anos acabou, mas será hoje uma das indicadas na premiação em que trabalho – trabalho que, num sentido mais amplo, contribuiu para o fim da banda. <em>A finite amount of things will happen!</em></p>
<p>Como eu disse, não é a nova roda, mas pra mim ressonou. Juro que estava inclusive rascunhando uma música chamada &#8220;Dez Anos&#8221; sobre o que significa um desejo ao longo do tempo, apesar que o rascunho não passou ainda da frase &#8220;o que aconteceu nos últimos dez anos&#8221;. Eu sou um cara que fala bastante até, mas tenho certa dificuldade em articular o impacto emocional de coisas mais complexas que acontecem comigo, preciso ficar ruminando até conseguir sintetizá-las de alguma forma, música ou texto, sei lá. (Bom, todo mundo deve ser assim.)</p>
<p>Mas é bem por aí. A banda sempre foi um desejo meu, junto com outras dezenas de coisas (escrever, me relacionar com alguém, viajar, fazer as pessoas rirem) que eu me sentia plenamente capaz de fazer, todas ao mesmo tempo. Eu acho que fiz mesmo bastante coisa, mas essa sensação, pensando em retrospecto, me fez ignorar a necessidade do sacrifício para que elas dessem certo, a tal da <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Outliers_(book)" target="_blank">&#8220;regra das 10 mil horas&#8221;</a>. Se você quer que alguma coisa role de verdade, você tem que sacrificar outras, não tem jeito, não existe tempo hábil. E eu simplesmente acreditava que conseguiria fazer <em>tudo</em>. Normalmente no mesmo dia, inclusive, e com isso desenvolvi uma justa fama de estar sempre um fuso horário atrás dos meus compromissos. Meu lema era aquele verso do Nada Surf: &#8220;Always rushing, always late&#8221;.</p>
<p>Não estou dizendo que meus &#8220;20s&#8221; foram uma merda, eles foram legais pra caralho, em grande parte por causa da banda, a coisa mais duradoura deles. Mas nesse período, todos os meus trabalhos e relacionamentos sofreram, simplesmente porque eu não me dedicava o suficiente a eles – o tempo era finito, ora veja só. Ao mesmo tempo, eu não quis (ou não tive coragem de) abrir mão dessas coisas o tanto que era preciso para atingir alguma excelência na banda. Tirando alguns lampejos, a gente sempre foi, assim, <em>ok</em>, <em>quase ruim</em>, <em>quase bom</em>. E <em>quase bom</em> não é o bastante, pelo menos não num mundo de tantas opções.</p>
<p>De certa forma, eu já estava falando disso no <em><a href="http://ecosfalsos.com.br/musica/" target="_blank">Quase</a></em>. Mas quando escrevi a música, estava pensando pelo outro lado da questão: que algo sempre está faltando, e que é isso que nos move pra frente. É um jeito de ver as coisas, mas um jeito meio &#8220;ah, tudo sempre vai ser meio cagado, vamos em frente&#8221;, no fundo decorrente dessa ilusão que se pode fazer tudo. E o que me ocorreu foi que as coisas não precisam ser cagadas, elas podem funcionar muito bem, desde que você sacrifique outras em troca.</p>
<p>Reli um pouco o parágrafo e fiquei com medo de estar sendo ridiculamente óbvio, mas enfim, pelo menos pra mim não era tanto (e talvez pra ninguém com 20 anos). Cada um deve ter sua epifania particular sobre isso, e eu tenho que agradecer à Thaís pela minha. Foi no momento em que (após algumas cabeçadas, admito) eu pensei &#8220;porra, que tal tentar se esforçar mesmo dessa vez, fazendo algum sacrifício pra que isso dê certo de verdade?&#8221; E olha só: deu certo de verdade, muito mais do que eu podia imaginar.</p>
<p>Antes que eu dê isso a entender, não foi por causa dela que quis parar com a banda (ela foi contra a ideia, aliás). A decisão chegou por vários motivos, alguns coletivos que eu <a href="http://ecosfalsos.com.br/2011/07/quase-acabou/" target="_blank">tentei explicar</a> no site do Ecos, outros pessoais, que obviamente só cada um dos cinco pode elaborar. Da minha parte, o principal foi esse raciocínio mesmo: não vai dar pra fazer tudo na vida. Não que eu não desejasse mais continuar com a banda, mas pra que ela voltasse a dar certo (supondo que ela tenha dado em algum momento, hahaha), iam ser necessários sacrifícios que eu não estava disposto a fazer. Gosto muito de onde estou agora, trabalhando com humor e construindo uma vida de casal, e se fosse pra ter banda, teria que ser em outros termos. Até sugeri transformar o Ecos num projeto &#8220;virtual&#8221;, que não fizesse mais shows, mas fui convencido pelos outros que era uma ideia meio idiota.</p>
<p>Enfim, era isso. Agora é quase meio-dia, e eu troquei uma manhã de videogame pra dividir isso com vocês e manter o blog atualizado. Tão vendo? Sacrifícios.</p>
<p>Pra fechar, uma música do disco novo do R.E.M. que eu não estava entendendo porque gostei tanto, mas depois desse pensaralho todo faz bastante sentido. Se o Michael Stipe pode terminar uma das melhores bandas do mundo dizendo &#8220;I&#8217;ve got a lot to learn&#8221;, a gente tem mais é que ficar na humilde mesmo.</p>
<p><iframe width="640" height="360" src="http://www.youtube.com/embed/PqGTXL10l-w?rel=0" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>I feel like an alligator<br />
Climbing up the escalator<br />
Climbing up the escalator<br />
I feel strong</p>
<p>I feel like an aviator pilot<br />
Thinks you wouldn&#8217;t buy it<br />
I&#8217;m feeling violent<br />
Beat your bleeding eye in<br />
Hey, hey, alligator, you&#8217;ve got a lot to learn<br />
I have, have got a lot to learn</p>
<p>I feel like an autopilot<br />
I&#8217;m the world&#8217;s strongest island<br />
I feel like a rage coming under my hood<br />
I feel good and calm like a robot would</p>
<p>I feel like an autopilot<br />
I feel like an autopilot<br />
I am not a hater, hater, hater, hater, hater<br />
Hey, hey, alligator, you&#8217;ve got a lot to learn<br />
I have, have got a lot to learn</p>
<p>I feel like a contradiction<br />
I&#8217;m a walking science-fiction<br />
I don&#8217;t know which way to turn<br />
I&#8217;ve got a lot to learn<br />
I&#8217;ve got a lot of lot to learn</p>
<p>If I didn&#8217;t like the way you stared at me<br />
If I didn&#8217;t like the way you stared at me<br />
I could sideways, I could knock you blind<br />
I could show you found to the lost and find</p>
<p>I am not an agitator<br />
I feel like an agitator<br />
Climbing up the escalator&#8230;<br />
Hey, hey, alligator, you&#8217;ve got a lot to learn<br />
I have got, have got a lot to learn</p>
<p>You&#8217;ve got so much to learn<br />
You got a lot to learn&#8230;</p>
<p>* <em>Li depois que era uma entrevista da cineasta Miranda July na </em>The New York Times Magazine<em>. Eu até já tinha visto um filme em que ela aparece, </em>You, Me and Everyone We Know<em>. A lembrança que tenho dele é de reparar que os filmes independentes americanos lembram muito os independentes brasileiros: histórias pessoais, baratas de filmar e com gente um pouco mais feia que a média do cinema.</em></p>
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		<title>Dia das Crianças atrasado</title>
		<link>http://missingpunchline.com.br/2011/10/13/dia-das-criancas-atrasado/</link>
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		<pubDate>Thu, 13 Oct 2011 17:22:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo</dc:creator>
				<category><![CDATA[videogames]]></category>
		<category><![CDATA[gif animado]]></category>
		<category><![CDATA[wii]]></category>

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		<description><![CDATA[Ontem eu e a Thaís fomos tentar fazer compras de manhã (crente que esse feriado só seria para as crianças, mesmo) e acabamos nos deparando com o Shopping Ibirapuera todo fechado, com uma única exceção: as Lojas Americanas. (Antes de continuar, um parênteses: todos vocês acham as Lojas Americanas um lugar ideal pra roubar coisas? &#8230; <a class="read-excerpt" href="http://missingpunchline.com.br/2011/10/13/dia-das-criancas-atrasado/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#187;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<fb:like href='http://missingpunchline.com.br/2011/10/13/dia-das-criancas-atrasado/' send='false' layout='standard' show_faces='true' width='450' height='65' action='like' colorscheme='light' font='lucida+grande'></fb:like><div id="attachment_924" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://missingpunchline.com.br/wp-content/uploads/2011/10/funny-gifs-trunks-playing-wii.gif"><img class="size-full wp-image-924" title="funny-gifs-trunks-playing-wii" src="http://missingpunchline.com.br/wp-content/uploads/2011/10/funny-gifs-trunks-playing-wii.gif" alt="" width="500" height="375" /></a><p class="wp-caption-text">Wii will rock you</p></div>
<p><span id="more-918"></span>Ontem eu e a Thaís fomos tentar fazer compras de manhã (crente que esse feriado só seria para as crianças, mesmo) e acabamos nos deparando com o Shopping Ibirapuera todo fechado, com uma única exceção: as Lojas Americanas.</p>
<p>(Antes de continuar, um parênteses: todos vocês acham as Lojas Americanas um lugar ideal pra roubar coisas? A Thaís comentou isso e eu li relatos semelhantes na internet no mesmo dia, o que normalmente é um sinal que é verdade.)</p>
<p>Enfim, eles estavam com uma promoção dando mega descontos em videogames (R$ 999 por um PS3 original 160GB!), e a soma da sensação de inutilidade da viagem com a vontade antiga (mais dela que minha, juro) de comprarmos um Wii fez com que, bem, a gente comprasse um Wii.</p>
<p>Eu admiro bastante esse videogame por ter trazido de volta a diversão mais simples para os jogos eletrônicos, que depois do Half-Life estavam todos virando um esporte de tiro ao alvo (headshot!) cuja curva de aprendizado era muito difícil de acompanhar. Admiro, mas nunca comprei, porque tinha meio preguiça de jogar videogame de pé, chacoalhando os braços. Mas o fato é que vendeu como água, principalmente pelo apelo &#8220;diversão casual&#8221; do negócio – e por agradar às mulheres, já que tudo que agrada às mulheres vende mais. Por quê? Não sei. Discutam se quiserem.</p>
<p>Eu só queria uma desculpa pra postar meus cinco gifs animados preferidos sobre Wii. Quem conhecer mais, favor postar o link nos comentários.</p>
<div id="attachment_928" class="wp-caption aligncenter" style="width: 360px"><a href="http://missingpunchline.com.br/wp-content/uploads/2011/10/1254998888_wii_roxbury_guys.gif"><img class="size-full wp-image-928" title="1254998888_wii_roxbury_guys" src="http://missingpunchline.com.br/wp-content/uploads/2011/10/1254998888_wii_roxbury_guys.gif" alt="" width="350" height="217" /></a><p class="wp-caption-text">5. Roxbury Guys</p></div>
<p><a href="http://www.bofunk.com/video/7612/night_with_the_roxbury_guys.html" target="_blank">Essa esquete</a> do Saturday Night Live já gerou um trilhão de paródias, por que não mais uma, né?</p>
<div id="attachment_929" class="wp-caption aligncenter" style="width: 359px"><a href="http://missingpunchline.com.br/wp-content/uploads/2011/10/Baterista-Wii-Music.gif"><img class="size-full wp-image-929" title="Baterista Wii Music" src="http://missingpunchline.com.br/wp-content/uploads/2011/10/Baterista-Wii-Music.gif" alt="" width="349" height="248" /></a><p class="wp-caption-text">4. Baterista &quot;Wiinsano&quot; (sacaram?)</p></div>
<p>Quando o Wii foi lançado, eu lembro que ele era muito promissor para games de música (o japonês da Nintendo lá até regeu uma orquestra com ele, não foi?). Mas por alguma razão não rolou, e o Guitar Hero e seus filhotes tomaram esse trono. Ficou esse gif aí de lembrança.</p>
<div id="attachment_931" class="wp-caption aligncenter" style="width: 330px"><a href="http://missingpunchline.com.br/wp-content/uploads/2011/10/jogando-wii-fit-fail.gif"><img class="size-full wp-image-931" title="jogando-wii-fit-fail" src="http://missingpunchline.com.br/wp-content/uploads/2011/10/jogando-wii-fit-fail.gif" alt="" width="320" height="212" /></a><p class="wp-caption-text">3. Slalom</p></div>
<p>Pior que variações disso devem ter acontecido no mundo todo&#8230;</p>
<div id="attachment_933" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://missingpunchline.com.br/wp-content/uploads/2011/10/Wii1.gif"><img class="size-full wp-image-933" title="Wii" src="http://missingpunchline.com.br/wp-content/uploads/2011/10/Wii1.gif" alt="" width="500" height="450" /></a><p class="wp-caption-text">2. Instruções japonesas</p></div>
<p>Instruções japonesas em geral são muito engraçadas (um dia faço um post aqui sobre minha viagem pro Japão.), principalmente porque a gente não entende nada delas e tenta traduzir qualquer bobagem.</p>
<div id="attachment_932" class="wp-caption aligncenter" style="width: 650px"><a href="http://missingpunchline.com.br/wp-content/uploads/2011/10/Japanese_guys_laughing_over_wii.gif"><img class="size-full wp-image-932" title="Japanese_guys_laughing_over_wii" src="http://missingpunchline.com.br/wp-content/uploads/2011/10/Japanese_guys_laughing_over_wii.gif" alt="" width="640" height="480" /></a><p class="wp-caption-text">1. E ainda imprime dinheiro!</p></div>
<p>Essa era de outra época, né, quando o Wii vendia mais que todo mundo (hoje <a href="http://www.gamasutra.com/view/news/34652/US_Wii_3DS_Hardware_Sales_Drop_In_April.php" target="_blank">não é bem assim</a>). A teoria é que boa parte dos que compraram Wii eram &#8220;casual gamers&#8221;, gente que migrou pros joguinhos de Facebook e aplicativos de celular. Outros preferiram ir pros consoles que têm mais capacidade gráfica e agora têm opções de &#8220;jogar movimentando&#8221;, como o Xbox Kinect. Mas uma coisa é certa: por medo de passar ridículo que não foi.</p>
<div id="attachment_934" class="wp-caption aligncenter" style="width: 370px"><a href="http://missingpunchline.com.br/wp-content/uploads/2011/10/familia-jogando-kinect-x-box-360.gif"><img class="size-full wp-image-934" title="familia-jogando-kinect-x-box-360" src="http://missingpunchline.com.br/wp-content/uploads/2011/10/familia-jogando-kinect-x-box-360.gif" alt="" width="360" height="254" /></a><p class="wp-caption-text">Tudo em família</p></div>
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		<title>Breve história dos gifs animados</title>
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		<pubDate>Tue, 11 Oct 2011 15:22:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo</dc:creator>
				<category><![CDATA[the internetz]]></category>
		<category><![CDATA[gif animado]]></category>
		<category><![CDATA[jesus]]></category>
		<category><![CDATA[raptor]]></category>

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		<description><![CDATA[Taí um post que eu queria escrever faz tempo. Até pra explicar (pra mim mesmo também) porque eu gosto tanto de gifs animados, a ponto de criar esse blog e tentar fazer tiras com eles. Não sei, tem alguma coisa na repetição silenciosa e infinita dos gifs animados que eu acho muito engraçado. O fato &#8230; <a class="read-excerpt" href="http://missingpunchline.com.br/2011/10/11/breve-historia-dos-gifs-animados/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#187;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<fb:like href='http://missingpunchline.com.br/2011/10/11/breve-historia-dos-gifs-animados/' send='false' layout='standard' show_faces='true' width='450' height='65' action='like' colorscheme='light' font='lucida+grande'></fb:like><div id="attachment_864" class="wp-caption aligncenter" style="width: 385px"><a href="http://missingpunchline.com.br/wp-content/uploads/2011/10/049.gif"><img class="size-full wp-image-864 " title="049" src="http://missingpunchline.com.br/wp-content/uploads/2011/10/049.gif" alt="" width="375" height="200" /></a><p class="wp-caption-text">Raptor Jesus salva</p></div>
<p><span id="more-858"></span>Taí um post que eu queria escrever faz tempo. Até pra explicar (pra mim mesmo também) porque eu gosto tanto de gifs animados, a ponto de criar esse blog e tentar <a href="http://missingpunchline.com.br/2009/02/17/tiras-em-gif-vou-dominar-o-mundo/" target="_blank">fazer tiras</a> com eles.</p>
<p>Não sei, tem alguma coisa na repetição silenciosa e infinita dos gifs animados que eu acho muito engraçado. O fato deles nunca pararem (nem você precisar clicar pra que comecem) dá a impressão que eles continuam se mexendo mesmo quando você desliga o computador, quando o mundo desliga a internet, você simplesmente <em>não pode pará-los</em>.</p>
<p>Mas chega de filosofia de fórum, e vamos à história.</p>
<div id="attachment_870" class="wp-caption aligncenter" style="width: 206px"><a href="http://missingpunchline.com.br/wp-content/uploads/2011/10/004.gif"><img class="size-full wp-image-870" title="004" src="http://missingpunchline.com.br/wp-content/uploads/2011/10/004.gif" alt="" width="196" height="235" /></a><p class="wp-caption-text">Maneiro, fera!</p></div>
<p><strong>GIF</strong> é uma abreviação de <em>Graphics Interchange Format</em>, um modelo de composição virtual de imagens criado em 1987, pela então gigante CompuServe (que <a href="http://webcenters.netscape.compuserve.com/menu/" target="_blank">ainda existe</a> e hoje é uma provedora furreca de internet). A pronúncia original, dizem, era &#8220;jíf&#8221;, como em &#8220;girafa&#8221;, mas acabou se popularizando como &#8220;guif&#8221; por conta da sigla. Ele veio pra substituir o padrão anterior de imagens, o RLE (Run-Lenght Encoding), hoje utilizado somente em máquinas de fax, supondo que alguém ainda hoje utilize fax.</p>
<p>Grosso modo, o algoritmo do RLE tinha a mesma lógica de uma impressora matricial: ele pegava uma linha com, digamos, 50 pontos em branco, um ponto preto, mais 20 em branco, mas dois pontos pretos e transformava em algo tipo 50B1P20B2P. Isso servia para imagens simples em preto e branco, mas ao adicionar variações de cor, o tamanho do arquivo ficava impraticável. Quem é muito muito velho (não é meu caso) vai lembrar do <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/MacPaint" target="_blank">MacPaint</a>, um ancestral do PaintBrush, que usava arquivos nesse formato.</p>
<p>Não vou mentir pra vocês, eu não manjo porra nenhuma de programação, mas pelo que entendi a manha do GIF foi ter utilizado o padrão bitmap, que significa que cada pixel da imagem tem um código dizendo qual é sua cor. Esses códigos são sequências de oito bits (bits, lembra? Espaços que podem ser 0 ou 1), baseadas no esquema RGB das telas de computador. Tipo isso:</p>
<pre>Bit    7  6  5  4  3  2  1  0
Dado   R  R  R  G  G  G  B  B</pre>
<p>Desses oito bits, três dizem respeito ao R, três ao G e só dois ao B (não sei porque o preconceito). Como cada bit pode ter só duas alternativas (0 ou 1), isso te dá oito variações de vermelho, oito de verde e quatro de azul, que multiplicadas chegam no número mágico de 256 cores que o gif suporta.</p>
<div id="attachment_875" class="wp-caption aligncenter" style="width: 358px"><a href="http://missingpunchline.com.br/wp-content/uploads/2011/10/010-celebrtities_to_animals.gif"><img class="size-full wp-image-875" title="010 celebrtities_to_animals" src="http://missingpunchline.com.br/wp-content/uploads/2011/10/010-celebrtities_to_animals.gif" alt="" width="348" height="348" /></a><p class="wp-caption-text">Interessante... Diga mais!</p></div>
<p>O algoritmo que fazia essa mágica era baseado na técnica LZW, assim chamada em homenagem aos seus criadores Abraham Lempel, Jacob Ziv e Terry Welch, que vinham desenvolvendo a parada desde 1974. Por que isso é importante? Porque em 1994 a concorrente Unisys (que também <a href="http://www.unisys.com/unisys/" target="_blank">existe ainda</a>) entrou com um processo contra a CompuServe, por ser dona da patente do LZW e suas variantes desde 1985. A briga legal resultou na criação do formato PNG em 1996, muito usado por designers e <em>macfags</em> em geral, que utiliza um algoritmo open-source semelhante ao do gif, mas suporta milhões de cores diferentes numa mesma imagem. O nome PNG, aliás, significa uma explicação bem nerd à pergunta &#8220;o que significa PNG?&#8221;: &#8220;<strong>P</strong>ng is <strong>N</strong>ot <strong>G</strong>if&#8221; (funciona em português também).</p>
<p>Com a criação do JPG em 92, a utilidade do gif para exibir fotos na internet já estava ameaçada. Ao contrário da técnica bitmap, o jpg não fica indicando ponto a ponto quais são as cores, e sim faz um &#8220;resumão por áreas&#8221; do arquivo original, com capricho variável. Isso permitia mostrar na tela fotos grandes em boa qualidade e arquivos muito menores, apesar de perder detalhes na hora da impressão (é por isso que, se você fala pra um fotógrafo de verdade que tira fotos em jpg, ele cospe na sua cara). O gif ainda era melhor para ícones, logos e arquivos com poucas cores, mas a chegada do PNG iria certamente destruí-lo. Não fosse um trunfo que ele guardava na manga&#8230;</p>
<div id="attachment_879" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://missingpunchline.com.br/wp-content/uploads/2011/10/015.gif"><img class="size-full wp-image-879" title="015" src="http://missingpunchline.com.br/wp-content/uploads/2011/10/015.gif" alt="" width="500" height="400" /></a><p class="wp-caption-text">ANIMAÇÃO!</p></div>
<p>Em 1989, a CompuServe lançou o <strong>GIF89a</strong>, uma nova versão do formato acrescida da funcionalidade de múltiplas camadas, que podiam ser sobrepostas em intervalos variáveis. Em outras palavras, <strong>animação</strong>. Cada camada podia ter outras 256 cores diferentes da anterior, expandindo em muito as possibilidades do formato (ainda um lixo perto do flash e outras coisas, mas mesmo assim uma expansão).</p>
<p>Além disso, o GIF89a permitia criar &#8220;transparências&#8221; (na verdade, uma das 256 opções de cor ficava definida como &#8220;não aparecer&#8221;) e podia ser carregado no modo &#8220;interlaced&#8221;, ou seja, ia sendo baixado aos poucos, linha por linha. Naqueles tempos de internet a lenha, com conexões de 1kb, isso era magia pura. Em pouco tempo, todos os sites do Geocities que você podia encontrar no Altavista tinham animações como essa:</p>
<p><a href="http://missingpunchline.com.br/wp-content/uploads/2011/10/001-flamingline1.gif"><img class="aligncenter size-full wp-image-915" title="001-flamingline" src="http://missingpunchline.com.br/wp-content/uploads/2011/10/001-flamingline1.gif" alt="" width="600" height="82" /></a></p>
<p>Ou essa, ainda mais clássica:</p>
<div id="attachment_889" class="wp-caption aligncenter" style="width: 260px"><a href="http://missingpunchline.com.br/wp-content/uploads/2011/10/002-underconstruction.gif"><img class="size-full wp-image-889  " title="002 underconstruction" src="http://missingpunchline.com.br/wp-content/uploads/2011/10/002-underconstruction.gif" alt="" width="250" height="250" /></a><p class="wp-caption-text">Vulgo &quot;jamais vou terminar esse site&quot;</p></div>
<p>Como eles eram arquivos &#8220;autocontidos&#8221; (todas as imagens e instruções de animação estão dentro deles), não precisavam de codecs nem nada pra funcionar em qualquer navegador, o que fez com que esses trabalhadores incansáveis da ilusão de que a internet estava ficando moderna se espalhassem como praga. No fim dos anos 90, porém, a melhoria nas conexões e formatos de vídeo mais modernos como flash e wmv foram transformando os gifs, bem como a indústria musical, em uma mera lembrança de como os anos 90 eram uma merda.</p>
<p>A redenção do formato, muitos estudiosos do assunto diriam (se eles existissem), se deve a um único gif em particular. Em seu loop infinito, ele capturou a essência do uso social da internet (passar coisas inúteis adiante pros seus amigos), e cristalizou os gifs animados como uma das principais formas de transporte de memes. Senhoras e senhores&#8230;</p>
<div id="attachment_897" class="wp-caption aligncenter" style="width: 230px"><a href="http://missingpunchline.com.br/wp-content/uploads/2011/10/003.gif"><img class="size-full wp-image-897" title="003" src="http://missingpunchline.com.br/wp-content/uploads/2011/10/003.gif" alt="" width="220" height="200" /></a><p class="wp-caption-text">O BEBÊ DANÇARINO</p></div>
<p>O ápice desse meme, creio eu, foi quando o bebê se tornou um <a href="http://youtu.be/9BIYVfYgM-c?t=1m24s" target="_blank">personagem regular do seriado <em>Ally McBeal</em></a> (que todo mundo assistia na época, não sei dizer o porquê). Ainda levaria alguns anos para o YouTube aparecer e tornar o transporte de babaquices animadas mais fácil, dando tempo para os gifs se estabelecerem nesse campo.</p>
<p>Hoje, com a popularização dos softwares de edição e todos os vídeos do mundo a alguns cliques de distância, os gifs animados se tornaram, em sua maioria, videocassetadas infinitas, que têm lá sua graça também:</p>
<div id="attachment_901" class="wp-caption aligncenter" style="width: 429px"><a href="http://missingpunchline.com.br/wp-content/uploads/2011/10/006.gif"><img class="size-full wp-image-901" title="006" src="http://missingpunchline.com.br/wp-content/uploads/2011/10/006.gif" alt="" width="419" height="372" /></a><p class="wp-caption-text">Pelo menos pra quem assiste</p></div>
<p>Mas não são meus gifs preferidos, tenho que confessar. Pra mim, os bons gifs têm um certo apelo meio artesanal, digamos <em>vintage</em>, semelhante ao que algumas pessoas vêem nos discos de vinil – uma lembrança de como a vida já foi muito diferente. Não que eu tenha alguma ilusão (como os fãs de vinil) que esse formato seja em qualquer sentido superior aos mais recentes, mas são suas limitações que dão o charme: você precisa trabalhar com poucas cores, taxas de frames arbitrárias e ideias muito curtas, e talvez isso mesmo explique a sobrevivência &#8220;cult&#8221; dos gifs animados. Há quem leve o formato pra níveis de arte como a <a href="http://cinemagraphs.com/" target="_blank">Jamie Beck</a>, ou malucos que façam <a href="http://vis-ph.com/wp-content/uploads/2011/07/movie3le7vb8.gif" target="_blank">curtas de animação inteiros em gif</a>, mas eu me contento com uma boa piada.</p>
<div id="attachment_906" class="wp-caption aligncenter" style="width: 370px"><a href="http://missingpunchline.com.br/wp-content/uploads/2011/10/rave.gif"><img class="size-full wp-image-906 " title="rave" src="http://missingpunchline.com.br/wp-content/uploads/2011/10/rave.gif" alt="" width="360" height="240" /></a><p class="wp-caption-text">Rave on!</p></div>
<p>[<em>PS: Todos os gifs desse post (menos o último) foram tirados dessa lista dos <a href="http://www.complex.com/art-design/2010/08/a-history-of-the-50-greatest-animated-gifs-of-all-time/" target="_blank">50 Melhores Gifs Animados de Todos os Tempos</a>. Vale a visita</em>]</p>
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		<title>Ah, meus tempos de jornalista musical</title>
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		<pubDate>Mon, 10 Oct 2011 16:17:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo</dc:creator>
				<category><![CDATA[jornalesmo]]></category>
		<category><![CDATA[memória]]></category>
		<category><![CDATA[bizz]]></category>
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		<description><![CDATA[Hoje de manhã tive que trabalhar de verdade (VMB tá chegando, dia 20, prestigiem), então o que tem pra hoje não é exatamente inédito, mas acho que pouca gente reparou ainda: em uma das páginas desse novo template, lá no canto superior direito, eu republiquei minha infame Autoentrevista para o site da Bizz, supostamente a &#8230; <a class="read-excerpt" href="http://missingpunchline.com.br/2011/10/10/ah-meus-tempos-de-jornalista-musical/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#187;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<fb:like href='http://missingpunchline.com.br/2011/10/10/ah-meus-tempos-de-jornalista-musical/' send='false' layout='standard' show_faces='true' width='450' height='65' action='like' colorscheme='light' font='lucida+grande'></fb:like><div id="attachment_850" class="wp-caption aligncenter" style="width: 290px"><a href="http://missingpunchline.com.br/wp-content/uploads/2011/10/chickenjoke3cq.gif"><img class="size-full wp-image-850" title="chickenjoke3cq" src="http://missingpunchline.com.br/wp-content/uploads/2011/10/chickenjoke3cq.gif" alt="" width="280" height="200" /></a><p class="wp-caption-text">De novo!</p></div>
<p><span id="more-845"></span>Hoje de manhã tive que trabalhar de verdade (<a href="http://vmb.mtv.uol.com.br/" target="_blank">VMB tá chegando, dia 20, prestigiem</a>), então o que tem pra hoje não é exatamente inédito, mas acho que pouca gente reparou ainda: em uma das páginas desse novo template, lá no canto superior direito, eu republiquei minha infame <a href="http://missingpunchline.com.br/autoentrevista/">Autoentrevista</a> para o site da <em>Bizz</em>, supostamente a última coisa publicada pela revista antes de sua (segunda) morte por tempo indeterminado.</p>
<p>Minha passagem pela <em>Bizz</em> (que, talvez seja preciso lembrar, era a revista de música que tinha no Brasil antes da <em>Rolling Stone</em>) entre 2006 e 2007 foi bem divertida, em parte pelo trabalho em si, em parte pela convivência real e virtual com os jornalistas musicais, que são uma raça toda própria, cheia de personagens e dogmas que só têm importância pra eles mesmos. Mas se você é um deles, <em>rapaz</em>, que importância eles têm.</p>
<p>Horas preciosas de minha vida foram gastas debatendo conceitos subjetivos de música, achismos sobre mercado editorial e veracidade de lendas sobre o Finatti na temida <a href="http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=39814" target="_blank">Comunidade da Bizz no Orkut</a>, que alguns artistas ainda sentem <a href="http://danielganjaman.blogspot.com/2011/09/jornalistas-mortos-nao-mentem-fred-zero.html" target="_blank">calafrios</a> só de lembrar. Só jornalistas musicais (e alguns desocupados de outras áreas) frequentavam o lugar, que era altamente hostil a outsiders. E eu tinha um papel ingrato: ser a &#8220;voz oficial&#8221; da publicação, sendo que a maioria da galera era do time do contra, vulgo &#8220;time que não foi chamado pra trabalhar no lugar, então critica de coração&#8221;. (Esse comportamento que não é exclusividade do jornalismo musical, diga-se.)</p>
<p>Quando a revista já estava oficialmente fora de circulação, o site ganhou um mês a mais de vida, por conta de um patrocínio já vendido. Isso me tornou oficialmente o último funcionário da história da <em>Bizz</em>, e ao fim desse período, resolvi pensar numa provocação: &#8220;Qual a coisa que eu posso publicar que MAIS vai irritar a Comunidade do Orkut?&#8221; E o que me ocorreu (com alguma ajuda da minha inconfessa e mal-disfarçada vaidade) foi uma autoentrevista, em que eu falaria comigo mesmo sobre os Ecos Falsos. Eu já sabia que o site sairia do ar em poucos dias, então a idiotice não teria grandes consequências, mas só o fato de anunciá-la como &#8220;a última matéria da história da <em>Bizz</em>&#8221; já seria o suficiente pra fazer babar os saudosistas.</p>
<p>E funcionou, viu. Foi lindo.</p>
<p>Pior que, relendo, apesar da ideia ser auto-indulgente, o resultado não ficou tão ruim. Os entrevistados sempre estão fingindo um pouco nas respostas, os jornalistas sempre têm intenções escondidas nas perguntas, e como era claro que eu mesmo tinha editado o texto, independente do que eu fizesse, haveria algo de revelador ali. O que eu quero dizer é: aplicado a alguém com intenções menos trolleiras e coisas mais interessantes pra dizer, esse formato de entrevista poderia render uma leitura realmente boa, acho eu.</p>
<p>Conforme previsto, o <a href="http://bizz.abril.com.br/" target="_blank">site da <em>Bizz</em> saiu do ar</a>, e acho que nem o cache do Google tem mais registro disso. Mas a pedido do Elson, moderador da Comunidade da Bizz, encontrei o original e subi de novo. Embaixo segue um trecho, e o link pra íntegra é <a href="http://missingpunchline.com.br/autoentrevista/">esse aqui</a>.</p>
<blockquote><p><strong>BIZZ – Sua banda não se incomoda que você está responda sozinho em nome deles?<br />
</strong><strong>Gustavo – </strong>Ué, achei que você só tivesse me chamado…</p>
<p><strong>BIZZ – Era um convite para os Ecos Falsos, ficava a seu cargo decidir quem viria.<br />
</strong><strong>Gustavo – </strong>Puxa, então digamos que eles não se incomodam. Você deve estar com pressa de fechar esse texto, né? Eles vão entender.</p>
<p><strong>BIZZ – Certo. Se a Internet permite que a boa música se propague sem parar, o fato do Ecos Falsos ainda não ser um sucesso só pode ser um mau sinal, não?<br />
</strong><strong>Gustavo –</strong> Bem, acho que… não.</p></blockquote>
<p>.</p>
<p><em>PS: Nesse processo de desenterrar o arquivo até me empolguei em voltar a participar da comunidade, que reencarnou num <a href="http://www.facebook.com/groups/219182308130808/" target="_blank">grupo do Facebook</a>, mas em poucos dias já estava batendo boca com o Alex Antunes sobre o Ecos Falsos ser ou não a pior banda a já ter saído de São Paulo (isso porque ele foi do Akira S &amp; As Garotas que Erraram, imagina). Só não foi mais grave a recaída pela ajuda da minha mulher e meus amigos. Não exatamente pelo amor deles, mas por reagirem à história com &#8220;Alex quem? Jura que você está discutindo na internet?&#8221;, e eu me lembrei do quanto isso era constrangedor.</em></p>
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